Um ponto nevrálgico da "alma" de Brasília é a sua “Geopolítica Espiritual”, pois além de monumentos oficiais, a cidade também abriga uma paisagem religiosa e espiritual extremamente rica.
Brasília não é apenas uma cidade com muitas religiões, mais que isso, ela funciona como um “catalizador de frequências”, onde a diversidade humana, cultural e religiosas atuam como o combustível.
A Fé no planalto central e a diversidade religiosa encantam os moradores e os turistas.
Já se reconhece que a espiritualidade é uma marca da capital brasileira. Da mesma forma que aqui se reúnem pessoas de vários lugares e países, Brasília abriga crenças de todos os matizes que se traduzem em diversos templos os quais podem e são muito visitados.
No Plano Piloto e nas cidades satélites, se encontra uma diversidade de templos, centros espíritas, igrejas, ashrams e grupos variados de estudos esotéricos, que tornam a cidade um território já conhecido e marcado pela procura de sentido e conhecimento interior (Conhece-te a ti mesmo!).
O conjunto como um todo, a sinergia entre eles, convida a todos para pensar e sentir Brasília como um caldeirão espiritual, onde política, arquitetura e busca pessoal se cruzam e interagem na capital.
Brasília, como um caldeirão de frequências é um dos raros lugares onde o "Global" e o "Regional" colidem de forma muito harmônica. Essa integração gera uma efervescência que vai além do social, ela é energética, é profunda.
O Brasil se miscigenou e interagem o misticismo do Nordeste, o catolicismo barroco de Minas, o fervor do Sul e a ancestralidade indígena do Norte. Quando se coloca todas essas “egrégoras” (forças mentais coletivas) no mesmo quadrilátero, cria-se um campo de força único, irradiante e poderoso, no benefício de todos.
As Embaixadas atuam como Antenas: Com mais de 130 embaixadas e organismos internacionais (ONU, UNESCO), Brasília recebe correntes de pensamento de todo o planeta.
Exemplificando, pode-se imaginar a vibração de um monge budista da embaixada oriental cruzando com um diplomata europeu de tradição mais hermética. Cria-se assim um “Ecumenismo de Estado”, onde a tolerância não é apenas política e diplomática, mas uma necessidade vibratória.
Para as ordens esotéricas, a localização da capital no Planalto Central não é aleatória. Existe a tese de que, entre outros fatores:
- Isolamento e Altitude: A altitude (cerca de 1.100m) e o ar seco facilitam a "sutilização" do pensamento. É como se o véu entre o mundo material e o espiritual fosse mais fino no no planalto central do País.
O Eixo Monumental como Coluna Vertebral: Muitos teosofistas veem o traçado da cidade como um corpo humano (ou um pássaro/avião), onde o Eixo Monumental seria a “coluna vertebral (Sushumna)”, canalizando energia da base (Rodoferroviária) até a cabeça (Praça dos Três Poderes).
Brasília pode e deve ser vista como o berço do ecumenismo moderno no Brasil. Monumentos como o Templo da Boa Vontade (LBV), com sua pirâmide de sete faces e o maior cristal puro conhecido no topo bem exemplificam isso, onde pessoas de todas as crenças (ou nenhuma) caminham juntas na espiral de pedra.
O Real: A convivência pacífica e a intensa busca por autoconhecimento, meditação e rituais que ocorrem diariamente em centenas de templos e espaços holísticos.
A Potência: A crença é de que Brasília se potencializa como o "Chakra Cardíaco" do planeta para a Nova Era. A energia gerada por essa mistura de raças, sotaques e crenças funcionaria como um farol gerando benefício de toda natureza para todos.
"Ao projetar Brasília, meu objetivo foi criar uma cidade
que expressasse a grandiosidade e modernidade do país."
(Oscar Niemeyer)